domingo, 2 de dezembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Entrevista coletiva de Rubens Barrichello, Tony Kanaan e Raphael Matos nesta quinta-feira





Será no Autódromo de Brasília às 16h30, depois dos treinos que os três farão antes da participação na etapa da Copa Caixa Stock Car, a ser disputada no domingo no anel externo da pista. Por favor, confirmem participação pelo email imprensa@vicarbrasil.com.br


Brasília (DF) - Os pilotos Rubens Barrichello, Tony Kanaan e Raphael Matos convidam a imprensa para participar de entrevista coletiva nesta quinta-feira (dia 8 de novembro), às 16h30 no Autódromo de Brasília. A conversa com os jornalistas acontecerá somente depois que os pilotos convidados fizerem o treino-extra para disputar a Copa Caixa Stock Car. Barrichello já disputou a prova de Curitiba, mas nunca andou no traçado externo de Brasília. Tony e Raphael terão o primeiro contato com o carro da mais importante categoria do automobilismo nacional.

ENTREVISTA COLETIVA
DIA - 8 DE NOVEMBRO (QUINTA-FEIRA)
HORA - 16H30
LOCAL - AUTÓDROMO DE BRASÍLIA

A Copa Caixa de Stock Car tem organização e realização da Vicar Promoções Desportivas, com supervisão da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). A Caixa é um dos patrocinadores oficiais da principal categoria do automobilismo, dando nome ao campeonato, que ainda tem o patrocínio da Goodyear, além do copatrocínio de Shell V-Power Etanol, Bosch, Mobil Super, Pioneer e o apoio da Itaipava e Transzero. As montadoras são Chevrolet e Peugeot.

Mais informações no site: www.stockcar.com.br

Departamento de Comunicação da Vicar:
Milton Alves (Mtb 16583/SP) / (11) 98335.4781
E-mail: imprensa@vicarbrasil.com.br

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O Mito Paulão Gomes




(matéria publicada no Jornal Super Auto em 23/02/07)

Republicada a pedidos


Olá moçada.
Depois que fiz o curso de pilotagem do Expedito Marazzi e obtive minha licença de piloto de competição, já no ano seguinte, em abril de 1978, no Autódromo Internacional de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, fiz minha estréia no automobilismo. O campeonato que existia na época chamava-se Torneio Rio São Paulo de Turismo, com as categorias, classe “A”, até 1 300 cilindradas, classe “B“, até 1 600, e classe ”C“, até 5 000cc. A classe ”A“ era dominada pelos Fiat 147; a ”B“ pelos Passat TS e a ”C“ pelos Opala 4 100. Foi nessa última que corri. Já disse em outra matéria, que o Zeca Giaffone e o Raul Boesel estrearam junto comigo, no mesmo dia e na mesma categoria.

O que não disse, é que eu estava no box, junto com meu grande mestre e companheiro de equipe, Luiz Pereira Bueno, o “peroba”, um dos maiores pilotos da história do automobilismo brasileiro, e, após o 1º treino, cansado por causa do calor, fui refrescar o rosto no banheiro que ficava nos fundos do box. Nisso ouvi alguém entrar, cumprimentar o Luizinho e perguntar quem era o “carinha que ia guiar o outro carro da equipe”. Quando ouvi o comentário pejorativo, (na verdade não foi carinha o que ele disse), voltei imediatamente para o box e dei de cara com um sujeito grandalhão, barbudo, mal encarado e de macacão de piloto. Ele que não sabia que eu estava ouvindo, ficou meio sem jeito e me cumprimentou, mal respondi, mas tremi por dentro.

Era o Paulão Gomes, o “rei da pista”. Claro que eu conhecia o Paulão, mas de longe, como aficionado, não como futuro “colega” de pista. O meu começo no automobilismo, foi muito difícil, nunca tinha andado de kart e também não tinha recursos para preparar um carro. Tentei estrear muitos anos antes, em 1970, mas não deu certo, e, um outro dia eu conto a história. Então, depois de 8 anos tentando participar e no fim conseguindo logo no primeiro dia, vem o Paulão me amedrontar! Mesmo assim fiz minha estréia, larguei em último dos 32 carros por não ter classificado e depois de 2 rodadas, ainda consegui chegar em 15º. Como tinha esperado muito para conseguir correr, queria fazer tudo de uma vez, para recuperar o tempo perdido.

Depois de 4 ou 5 corridas, inventei que queria correr fora do Brasil, que já estava pronto para correr no automobilismo internacional e fui atrás de realizar o meu sonho. Arrumei o patrocinador, os parceiros Guaraná e o Marinho Amaral, e a equipe francesa Team Gacchia, com Porsche 935, para disputar às 24 horas de Le Mans na França. Faltava “apenas” a carteira de piloto internacional. Aí é que foi o grande problema. Eu não sabia que para obter a licença internacional, precisava pelo menos ter disputado um campeonato brasileiro completo, obtendo 2 colocações entre os 6 primeiros colocados.

Eu que tinha feito apenas 5 corridas, logicamente que não poderia receber a licença. Fiquei muito frustrado, mas como já estava tudo acertado e não dava para voltar para trás, tinha que colocar alguém no meu lugar. Na mesma hora pensei num piloto que desse conta do recado, e que ao contrário de mim, já tivesse experiência internacional, pensei no “rei da pista”. Tinha que ser o Paulão! Entrei em contato com ele, contei o que tinha acontecido, ele não relutou, imediatamente aceitou e então fomos todos para a Europa. Resultado: o time brasileiro terminou a corrida em 7º lugar na geral e em 2º na categoria.

Foi um sucesso absoluto. Depois disso, ficamos grandes amigos, corri de Opala junto com ele e até hoje temos uma sincera amizade. Quando chamei o Paulão não foi à toa, ele já era um piloto consagrado. Já tinha guiado e vencido com todos os mais fortes carros de corridas, inclusive com o Ford GT 40, um potentíssimo protótipo V8. Já tinha corrido na Europa de Formula 3 e sempre foi um piloto muito respeitado. Continuou competindo e vencendo, ganhou 4 campeonatos de Stock Car.

Mas o interessante, é que depois de tantos anos, na verdade 27 anos, o Paulão continua com a mesma garra e perseverança. Foi o que eu vi na última edição das Mil Milhas. Fui para Interlagos, cobrir a prova para o jornal SuperAuto, e acabei ficando no box do Paulão. No primeiro treino com o Corvette, embora nunca tivesse guiado aquele carro, o Paulão ficou apenas a 0,7 décimos de segundo do piloto oficial da equipe, o holandês Mike Hezemans. O Mike é um piloto jovem, rápido, e muito experiente, além disso só em 2005 venceu 2 corridas do Campeonato de Fia GT, na China e na Itália, a bordo da mesma Corvette. No segundo dia de treino, o Paulão, embora não coubesse direito dentro do carro, por que o Mike é um piloto de baixa-estatura, ele já conseguia virar o mesmo tempo do Mike.

A surpresa da equipe foi tão grande, que pediram para o Paulão dar a largada em virtude de sua experiência e conhecimento da pista. Não deu outra. O Paulão guiou como nunca, ultrapassou o Aston Martin vencedor da prova, e o protótipo ZF que tinha feito a pole position. Foi mais de uma hora, de pura alegria e satisfação, admirando o Paulão disputar metro a metro com os outros carros mais potentes e brilhantemente vencer a disputa. Só foi para o box, para a troca de piloto, quando já estava na 1ª posição. A Corvette ficou em 1º até a metade da prova, e só perdeu a posição quando apresentou um defeito. Fez a 2ª melhor volta da prova.

Se o carro não desse pane, o Paulão teria vencido a corrida pela segunda vez. Foi assim com GT 40, BMW, Mercedes DTM, Porsche, Corvette, Maserati, Maverick V8, Opala 4100, Fórmula 3, Super Vê, Stock Car, enfim, com qualquer carro de corrida, o Paulão sempre deixou a sua marca. Tanto é verdade, que foi convidado pelo Mike para disputar junto com ele o Campeonato Mundial de FIA GT de 2006! O Paulo Gomes é um verdadeiro mito! É isso aí. Até a próxima.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Fantástica vitória dos pilotos Luciano Ribodino na Moto 1000 GP e Lucas Barros na GP Light, ambos da equipe comandada pelo experiente Alexandre Barros.



Lucas Barros de apenas 16, seguindo os passos do pai, Alexandre Barros. Venceu na categoria 1000 GP Light




O argentino Luciano Ribodino vencedor no Distrito Federal na categoria 1000GP





domingo, 8 de abril de 2012

"Os Quatro Cavaleiros de Ulysses", na viagem ao Fim do Mundo!


DOMINGO, 8 DE ABRIL DE 2012


Dia 23 – Curitiba/PR – SP: 410 KM

Objetivo do dia hoje para mim é “home” e para o Dudu e Bosco, Três Corações mais 302 KM adicionais e a 600 KM
de Belo Horizonte!

Iniciamos a nossa motokada diária as 08h30min pela BR116 e logo que saímos da zona urbanizada, começamos 
com curvas de alta e com pista dupla o que para nós que rodamos 8.000 KMs de retas em estradas estrangeiras
é um prazer e começamos com ponderação sem arriscar, mas em nosso ritmo diário, aproveitando a estrada 
tranquila devido ao feriado e por ser um final de semana.

Enquanto pilotamos nossas motokas, olhamos para o céu e no alto da serra vejo que há nuvens com indício 
de chuvas, mas nada de chuva e à medida que começamos a nossa descida  já percebemos o mormaço 
fazendo nos lembrar do frio que passamos no sul da Argentina.
Na estrada, cada um pilotando sua motoka curtindo a paisagem e a estrada, lembramos que estamos no 
fim de nossa jornada próximos de nossas respectivas casas, querendo voltar logo para casa, abraçar 
demoradamente minha amada para matar a saudade depois de 23 dias na estrada.

“Converso” com minha morena, apelido da minha Ulysses, na estrada: 
- Falta pouco morena, mais um pouco e já estamos em casa! 
Após umas duas horas de motokada, paramos no posto para um pit stop rápido e retornamos para a estrada e 
logo após passarmos por um pedágio, do outro lado da pista, aparecem “quatro malacabados” , amigos do 
BuellBR, acenando como loucos para que nós os enxergássemos, paramos no acostamento para esperarmos 
a nossos amigos que nós vieram recepcionar e escoltar por São Paulo.

Era o Carlos Siqueira, Du Hertel, Magoo e o Waldir! Saudamos, abraçamos, tiramos fotos, conversamos 
rapidamente e decidimos nosso próximo pit stop com direito a um almoço mesmo. :)



Enfim o nosso primeiro almoço na estrada e curiosamente, para matar a nossa saudade com direito a: 
arroz, feijão, bife, salada, sucos, etc... tudo que todo brasileiro está acostumado no dia a dia e que sentimos 
falta nestes últimos 22 dias.






Colocamos alguns detalhes de nossa aventura em dia e almoçamos pausadamente, mas sem demorar muito, 
pois o Dudu e o Bosco ainda tinham uma pernada adicional pela frente.
Lá nos despedimos e agradecemos tanto ao bonde que veio nos recepcionar e escoltar e entre nós: eu, Bosco 
e o Dudu, pois nos despediríamos na Marginal Tietê, eu seguindo para minha casa e o Bosco e Dudu escoltados
 até a Rod. Fernão Dias rumo a Três Corações faltando apenas 296 KM no domingo para chegarem em suas
 respectivas casas e familiares.















Em casa, na garagem, enquanto tiro o capacete e as luvas, deixo o motor ligado para ecoar o som do VTwin e 
pausadamente a morena diminuir a temperatura e o retomar o folego para depois desligá-la.
Abraço-a carinhosamente e agradeço-a pelo feito que realizamos juntos nestes 23 dias e 11.530 KMs percorridos.

Aos malacabados do BuellBR: Carlos Siqueira, Du Hertel, Magoo e Waldir! Muito Obrigado pela recepção, 
escolta e do nosso saudoso primeiro almoço na estrada! Show de Bola!


Paulo Valiengo, obrigado pela atenção e pela tentativa de nos recepcionar! Sua energia e de todos os amigos, 
familiares e leitores foram importantes para que nos, os quatro cavaleiros de Ulysses, concluíssemos nossa 
jornada!





Obrigado a todos pelos votos neste período, que nos alimentaram durante a viagem e nos ajudaram a retomar o 
folego para recuperar as energias para prosseguir a viagem!
Estou concluindo o texto e vejo que os dois mineirins já chegaram em suas respectivas casas.
Bosco, Dudu e Sueden! Valeu show de companheirismo durante estes 22 dias sem palavras para descrever a 
alegria de termos cumprido juntos esta aventura de percorrermos Argentina,  Brasil, Chile e Uruguai juntos com 
estas 4 motos fantásticas!

Dudu! Eu, Bosco e Sueden não temos palavras para agradecer sua liderança como ponteiro e navegador, 
impondo o ritmo nestes 11.530 KMs, sua energia e disposição para “puxar” foram sensacionais para cumprirmos 
com o nosso objetivo e chegarmos em casa com o objetivo alcançado e cumprido! V A L E U!
By Ito
Fotos: Ito e Waldir

terça-feira, 27 de março de 2012

"Os Quatro Cavaleiros de Ulysses", na viagem ao Fim do Mundo!

Dia 09 – Duana – Chile/Argentina - Ushuaia: 280 KM

Enfim chegou o grande dia, amanhecemos ansiosos para chegarmos logo em Ushuaia e amanhecemos empolgados para concluir o último trecho da Ida de 280 km, onde passamos em média 10 horas na estrada com um ritmo puxado com média de 720 km por dia, onde pegamos alguns trechos à noite para concluirmos o objetivo do dia.
O cansaço do dia era renovado todas as noites para acordarmos animados e revigorados, corpo e mente, para cumprirmos nossa motokada diária com um sorriso estampado no rosto pela manhã e na estrada, admirando as paisagens mudando à medida que descíamos cada vez mais El Fin Del Mundo.
E para cumprirmos este objetivo e consolidarmos ainda mais a nossa amizade, “Os Quatro Cavaleiros de Ulysses” conviveram cada dia no sistema de rodízio de quartos para nós fortalecermos da amizade virtual para a real onde começamos a descobrir a criança interior de cada um de nós.
No último trecho de ida, onde os mineirins já haviam percorrido 5.770 kms e eu menos 600 km e o Sueden menos 1.100 km durante 8 dias seguidos podemos dizer que a ansiedade ainda não tinha diminuído e sim que aumentava a cada dia que se aproximava da chegada.


Assim iniciamos o dia sentido a Rio Grande para o último pit stop para chegarmos ao Ushuaia, abastecidos e preparados percorremos os últimos 200 kms, a partir deste momento a ansiedade misturada com a emoção aguçou ainda mais nossos sentidos, a paisagem começou a mudar passando do plano para serra, com uma vegetação com uma aroma mais intensificado que denunciava a chegada ao nosso destino, as arvores totalmente diferentes do que estamos acostumados a ver no Brasil cobertos por musgos com cenários cinematográficos tiravam nossa atenção da estrada cuja recepção também denotava um “bien venido” nos agraciando moto e motociclista com curvas sinuosas e travadas, sendo a mais travada desde que saímos cada um de nós de nossos pontos de origem.


À medida que subíamos o frio já não chamava mais nossa atenção diante da paisagem das montanhas cobertas pelas neves com aquele contraste do branco com cinza/preto das montanhas, paramos algumas vezes para tirarmos fotos desta paisagem e numa destas paradas para sessão de fotos, detectamos um vazamento na suspensão dianteira do garfo esquerdo da moto do Sueden e isso serviu como um alerta para diminuirmos o ritmo para não cometermos nenhum erro na pilotagem, diante dos trechos de curvas ainda úmidos e assim prosseguimos até a entrada de Ushuaia.




















A nossa chegada foi simplesmente singular, não tenho palavras para descrever a alegria de termos percorridos tantos quilômetros para chegarmos ao nosso destino, respiramos fundo, estacionamos as nossas Ulysses calmamente com um sorriso enorme estampado no rosto de cada um de nós e após confraternizarmos a nossa chegada começamos a alinhar as motokas para a sessão de fotos para o registro oficial do BuellBR Final Frontier – Ushuaia 2012 dos Quatro Cavaleiros de Ulysses.










O Dudu postou imediatamente o nossa chegada e gastamos um tempo ainda emocionado com a nossa chegada e de nossa aventura para iniciarmos a busca por um hotel no centro de informações.












By Ito
Fotos: Ito, Dudu e Bosco


Abaixo o depoimento de cada um do último trecho até chegar ao Ushuaia:


“Percorri o último trecho até a chegada em Ushuaia com um misto de ansiedade e de atenção redobrada.
A etapa do dia anterior foi cansativa e deixou todos nós um pouco tensos, especialmente pela preocupação de que o trecho de rípio pudesse fazer surgir algum problema mecânico ou elétrico nas motos.
Fui acompanhando o hodômetro e contando regressivamente a distância, mas procurei me manter concentrado o tempo todo, pois sei que grande parte dos acidentes acontece quando se está no final da viagem. E depois de quase seis mil quilômetros rodados, não queria que nada desse errado justo na chegada a Ushuaia.
A vista das montanhas com os picos cheios de neve foi emocionante, e mais emocionante ainda foi avistar o portal da cidade.
Quando paramos as motos ali para a fotografia, a alegria por termos atingido o objetivo era incontida, e a vontade que eu tive naquele momento foi de sair pulando e comemorando.
Senti-me, literalmente, como um menino, ao lado de três outros meninos. Cansados, mas felizes por realizarmos um sonho.”
J. Bosco


“Para eu descrever a chegada diria que é só para quem andou mais de 5.000 km sendo que grande parte em território DESCONHECIDO e HOSTIL!!
Mas bem amparado por TER GRANDES AMIGOS e uma grande MOTOCICLETA!!
Só mesmo chorando de alegria ao ver a placa de Bem Vindos ao USHUAIA!!
E depois o grito de para quem fala mal de BUELL XB12X que VAI SE FUDER!!!!!!“
Sueden



“Bom, depois de uma boa noite de sono, já tinha me esquecido do sufoco do dia anterior com o tombo do Sussu, o pneu furado do João e com o Rípio que foi muito desgastante para mim e para a moto!!! Só faltavam 280km para chegarmos ao nosso objetivo, Ushuaia. O dia começou frio e nublado, mas pelo menos a estrada era asfaltada, seguimos viajem e a cada quilometro rodado o cansaço ia dando lugar a uma alegria indescritível! parecia uma contagem regressiva, pois ao longo da estrada as placas estavam indicando "Ushuaia 280km, 250km, 210km, …", quanto menos faltava mais feliz eu ficava. Não da para descrever em palavras, mas de repente começou a passar o filme da viagem na minha cabeça desde a preparação, o stress da saída, o cansaço de rodar 700km por dia, as piadas do Sussu, a calma do João, os "apetrechos" do Ito. Tudo isso ia se misturando na minha cabeça e a euforia ia aumentando, e Ushuaia já estava logo ali!!!!
Além de todo esse sentimento interno tinha a paisagem, que parece mágica, depois de rodarmos aproximadamente 3.000km de paisagens cada vez mais planas e áridas, logo no "fim do mundo" tudo mudou, os últimos 150km se transformaram em montanhas com picos nevados e cobertas de arvores de um verde escuro muito bonito, apareceram lagos e pequenos rios e muitas curvas passando por corredores de árvores, parece que logo lá na parte mais austral da América do Sul que deveria ser mais árido, Deus fez um lugar mágico cheio de vida e beleza natural! Após uma das muitas paradas para foto percebi que a suspensão dianteira do Sussu tinha vazado o óleo, isto deveria ser mais um problema, mas diante de tanta beleza natural e alegria de estar muito próximo do nosso objetivo, nem nos queixamos, diminuímos o ritmo e continuamos em frente.
Mais uma curva e pronto chegamos, lá estava a entrada de Ushuaia, estávamos na cidade mais Austral do mundo, caramba não cabia a felicidade dentro do capacete, paramos em frente aos dois totens que tem na entrada, descemos das motos e já nos abraçamos, afinal de contas foram 9 dias juntos para chegarmos aqui!!!! Ficamos ali tirando fotos e relembrando da viagem, reconhecendo como foi duro chegar, mas como tinha valido cada esforço.
Não foi fácil, mas valeu a pena, é muito bom sentir essa sensação de objetivo cumprido, de pensar que idealizamos um sonho e agora o estávamos realizando. Sei que muitos nos acharam loucos de irmos a uma aventura destas, mas só quem viveu pode falar como vale a pena superar seus limites para realizar um sonho.
Obrigado Cavalheiros de Ulysses, Sussu, Ito e João, nossa equipe é muito forte, parabéns a todos nós e agora que venha a volta!!!!!!!”
Dudu